sexta-feira, 18 de junho de 2010

Espaços

Tem estado muito presente nos meus pensamentos a necessidade de espaço vazios. De respiração, de pausas, de tempo, de ficar sem fazer nada. Isso não é novo pra mim, fiz Yoga durante um tempo, meditação e sei da importância de parar de vez em quando.

Mas a questão vem de uma maneira diferente dessa vez. Parte disso se deve ao fato de estar lendo um livro que toca em parte do assunto, a Bruxa de Portobello do Paulo Coelho. Comecei a repensar o assunto por conta do livro. Mas observando minhas próprias aflições, descobrir que estava já tudo ali. Não é bem o fato de estar mega atarefada que está me deixando sem tempo de pensar.

É algo maior que isso, é a maneira que eu escolho viver minha vida, meus objetivos e meu tempo.

O que estamos sempre buscando felicidade? O estado total de graça eterna estar sempre feliz, para mim, parece estado de loucura, não dá pra ficar feliz com tudo, tem hora que precisamos sofrer, faz parte, é humano.

Então seria o amor? Amor mesmo é uma droga, não te deixa em paz, não existe paz no amor, é êxtase e agonia. Se for paz e tranqüilo não é amor. Mas pode ser bom, também, não sei não conheço.

Paz é a maior utopia do mundo, todos dizem querer a tão sonhada paz. Não existe paz, o mundo se move pelas guerras, sejam pequenas, internas ou mundiais. Não vamos nós entender de hoje pra manhã, não vai rolar, se tiver paz pode ter certeza que todos morremos e estamos no céu.

Dinheiro, então? Não dá pra viver sem ele, mas não é só dinheiro que importa. Um sonho, um desejo, os desejos são sempre algo que se finda quando é realizado, então é mais fácil colocar ele mais pra frente quando chegamos a algum lugar, pedimos quero só chegar um pouco mais longe, e por ai vai.

Conclusão disso tudo é que somos insatisfeitos, eternos insaciáveis. Vampiros loucos por sangue novo.

Mas esse é o caminho, a vida é o caminho.

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